Muito tem se falado da reforma do ensino médio aprovada em 2017 mesmo com as críticas vindas de profissionais e especialistas na área, essas davam conta de denunciar a falta de criticidade oferecida aos estudantes, com a diminuição de carga horária de disciplinas que demandam maior capacidade critica e o consequente aumento nas que buscam apenas reprodução de conteúdos pautadas no preparo técnico e mercadológico.
Agora, alguns meses após a aprovação o governo federal tenta emplacar mais uma medida duvidosa que abre novamente margens para diversas críticas, com a nova resolução apresentada ao CNE (Conselho Nacional de Educação) o ensino médio passaria a oferecer 40% da sua carga horária total na modalidade à distância, a outra parcela da carga horária seriam preenchida com disciplinas obrigatórias, sendo que os, as estudantes poderiam escolher as disciplinas que desejam cursar a distância entre 5 opções.
Essa medida seria responsável por precarizar ainda mais o ensino médio público, umas vez que serviria de "tapa buraco" para a falta de professores, professoras. Teme-se ainda que ocorra um esvaziamento ainda maior que o já existente no ensino público, que enfrenta um índice de mais de 14% de evasão escolar nessa etapa da educação básica. A qualidade do da oferta é a falta de compromisso com investimentos e fortalecimento na educação são outras dificuldades que poderemos enfrentar com a aprovação da Resolução.
Texto: Jorge Noronha

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